Ola Passengers!
A paragem desta viagem virtual de hoje foi feita em Alcobaca onde os meus cinco sentidos ja foram levados neste lugar carregado de historia - Se voce passou um dia pela estrada que atravessa o local, entao nao podem ter perdido de vista o panorama do seu mosteiro - Descobrem a traves destas imagens sobre as origems das fruteiras de Alcobaca mais conhecimentos sobre o Mosteiro de Alcobaca que abrigava em 1154 os primeiros produtores de macas da Regiao Oeste - Carpe Diem Passengers!
As fruteiras de Alcobaca
A história agrícola da Região de Alcobaça começa, com significado, em 1154 com a instalação dos primeiros monges vindos da Abadia de Claraval. O cultivo de fruteiras, em especial de macieiras, começa logo a ter importante significado. Numa época em que a doçaria estava pouco desenvolvida, a maçã servia de sobremesa depois de faustosas refeições. Segundo M. Vieira Natividade, "A cultura da árvores fruteiras mereceu sempre dos monges os mais constantes cuidados.
Mosteiro de Alcobaca
Fachada do mosteiro antes da requalificação de 2005
No fim do século X organizou-se em Cluny, na Borgonha, um novo mosteiro beneditino que procurava renovar a regra de S. Bento. As igrejas cluniacenses eram cheias de belos elementos decorativos. Contra estas manifestações de gosto pela beleza natural, insurgiu-se Bernardo de Claraval, que se recolhera em 1112 em Cister, donde saíra para fundar a Abadia de Claraval e animar mais uma reforma que restituísse à ordem de S. Bento todo o rigor inicial. Os religiosos de Cister deviam viver do seu trabalho, não acumular riquezas, e os mosteiros seriam edificados em lugares ermos, sem qualquer decoração. Enquanto D. Afonso Henriques se empenhava na Reconquista, chegaram ao território português os monges de Cister que fundaram o Mosteiro de São João Baptista de Tarouca em 1140.
Diz a lenda que o primeiro rei de Portugal doou parte das terras da região de Alcobaça a S. Bernardo, em cumprimento da promessa feita quando da conquista de Santarém. Se se comparar a planta do Mosteiro de Alcobaça com o da segunda igreja de Claraval, temos que tem o mesmo desenho base. É de cerca de 1152 a construção provisória do mosteiro, e é conhecida no mesmo ano uma referência ao seu abade e a respectiva carta de couto é do ano seguinte.
Os primeiros monges, monges brancos, tiveram uma acção civilizadora notável: em 1269 abrem a primeira escola pública. No tempo do geral Fr. Sebastião de Sotomaior tomaram grande incremento as oficinas de imaginária da Abadia. Também desempenharam acções de assistência e beneficência através da enfermaria e portaria.
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Alcobaça: Município assume-se como a “cidade da maçã”

A Assembleia Municipal de Alcobaça aprovou a designação de “Cidade da Maçã”, procurando criar uma marca mediática que promova este produto regional, anunciou hoje o promotor do projecto. Para José Marques Serralheiro, deputado municipal independente que viu aprovada a moção que cria a designação “Alcobaça - Cidade da Maçã”, o concelho “deve aproveitar as potencialidades de imagem deste fruto” que se tem imposto nos mercados nacionais.
“No plano estratégico do Oeste, feito por Augusto Mateus, um dos eixos estratégicos é a questão da natureza e o projecto da Maçã de Alcobaça deve ser assumido pelo nosso concelho como uma prioridade”, defendeu José Marques Serralheiro.
O futuro passa pelo registo desta marca e pela criação de “produtos de mechandising” que liguem a cidade à imagem da maçã de Alcobaça.
A “Maçã de Alcobaça é um produto de excelência e de referência” na região até porque “tem sofrido um processo de inovação e investigação que se traduziu em novas formas de apresentação e comercialização, capazes de desafiar a concorrência de outros produtos afins”, recorda a moção aprovada pelos deputados municipais.
O sector movimenta anualmente perto de 100 milhões de euros, com uma produção de mais de 100 milhões de quilos que envolve mais de dez mil pessoas.
Para Jorge Soares, presidente da Associação de Produtores de Maçã de Alcobaça, esta iniciativa da Assembleia Municipal é também uma “forma de reconhecimento” do trabalho feiro pelo sector.
“Ficamos satisfeitos” mas “para nós não é importante se a terra toma esta designação” já que a marca está registada, acrescentou.
No entanto, com esta “envolvência institucional”, Jorge Soares espera agora mais abertura do poder político a medidas de apoio do sector que abrange Alcobaça e os concelhos limítrofes.
Só na associação, estão inscritos 12 agrupamentos de produção, cada um com 500 produtores e a aposta é na qualidade do produto final.
Trata-se de uma “maçã produzida próxima do mar com características climáticas diferentes que contribuem para outros elementos bioquímicos”, benéficos para a saúde pública.”